ESCREVENDO O PROJETO (de maio-junho): "POR ONDE ANDEI"


POR ONDE ANDEI?

Esse texto não é para dizer por onde o Baltazar andou mas também é. POR ONDE ANDEI é o nome que dei para o projeto que estou (estamos, com vcs e com meus alunos na escola) organizando. Aqui, num lugar que não o sei especificar agora enquanto escrevo, havia orientações em forma de perguntas que davam um norte para os primeiros passos; respondi as perguntas e publiquei no quadro. O projeto já tem forma e pede outro tipo de apresentação, mas antes quero falar sobre ele – como se discursando numa narrativa eu pudesse justifica-lo e conceber melhor aparas onde juntos possamos rever...
Pois bem, no mês de março, eu decidi usar o acervo de DVDs que estavam guardados, entesourados, no armário da nossa Sala de Leitura (muitas escolas receberam essa coleção de filmes comerciais que, se foram difundidos, foram assistidos apenas por professores quando muito – pelo menos esse era o caso nas 3 escolas por onde passei nos últimos anos) e criei um móbile com as capas em um nicho que fica frente minha Sala. O 1º objetivo, confesso, era de ‘obstruir’ a entrada dificultando a passagem dos alunos mais afoitos que ainda vêm a Sala de Leitura como mera extensão do pátio e manifestam comportamento que pede mais vagar, mais lentidão, sem pressa, com mais foco no objetivo de ser aquele espaço de Leituras. O 2º objetivo era de fazer circular o ‘capital cultural’ DVDs nas mãos dos alunos e promover, além de interação, debates, dicas, leituras e, consequentemente, o prazer de assistir ao filme em casa. E deu certo. Os alunos interagiram com a instalação que cumpriu seu papel; isso durou uma semana. Agora, além dos livros, emprestamos também os filmes para os alunos.  E o mais importante: além da instalação levar ao diálogo e a manutenção do patrimônio também SINALIZOU A NECESSIDADE E POSSIBILIDADE DE UMA CONTINUAÇÃO. É essa ‘continuação’ que venho chamando de ‘POR ONDE ANDEI’ – o novo projeto que toma corpo graças as orientações do CAMINHOS DA ESCRITA.
Reitero que esse texto é apenas uma narrativa (justificativa alongada?) que sinto necessidade de compartilhar já que, ao escrever, organizo melhor minhas ideias.

AOS PASSOS
1 – fazer outro móbile para ocupar o espaço (tomar posse), deixar uma marca que identifica a turma e promover reflexão individual dentro do coletivo;
2 – dar continuidade (penso que tudo na escola tudo pede continuidade e a falta de elos entre uma ação e outra sinaliza a desnecessidade da anterior no processo);
3 – A MAIOR DÚVIDA: discuti com alguns alunos e a pergunta ficou - quais objetos seriam usados para criar um novo móbile?
4- Havia uma demanda entre os alunos: OS SAPATOS VELHOS QUE SÃO LANÇADOS NA REDE ELÉTRICA DAS RUAS DO BAIRRO ( um costume/tradição universal até onde sei). Segue uma foto ilustrativa que fiz mais tarde e já usei para divulgar as inscrições dos alunos no projeto:


5 – A circulação da ideia de fazer um novo móbile naquele espaço (entrada da Sala de Leitura e corredor lateral que dá de frente para o pátio) movimentou um número supreendentemente  grande de alunos – a adesão ao projeto já é grande!
6 – De forma oral, tenho comunicado aos alunos as etapas do projeto que agora elenco:
aa) Os alunos farão fotos dos sapatos nos fios das ruas onde moram, nos bairros, por onde quer que passem pela cidade;
bb) Será feito um painel com todas as fotos que devem ter por ‘assunto’ os sapatos pendurados como se estivessem num móbile público (e não estão?);
cc) Cada aluno participante trará um par de sapatos velhos, que já ‘viveram suas vidas’ (seus ou de alguém que conheça, mas que não tem mais uso). Os sapatos devem estar higienizados e serão usados para replicar o ‘móbile da rua’ sob o telhado (varanda) que margeia a Sala de Leitura da nossa escola;
dd) E onde entra a escrita?
ee) Antes de montar o móbile haverá um processo de escrita criativa: e esse é o foco do projeto!
ff) Cada aluno participante será orientado a escrever um relato em 1ª pessoa com o título que dá nome ao projeto: POR ONDE ANDEI – a voz no texto será a dos sapatos que vão narrar (poesia, conto, biografia, ficção) um história do aluno já que os sapatos, os passos e as crianças são a mesma coisa na perspectiva da criatividade;
gg) Dar voz ao sapato é dar voz à pessoa;
hh) Na última etapa do processo de criar esse MÓBILE: POR ONDE ANDEI (que será concomitantemente às outras) os alunos-autores vão anexar seu texto revisado (reescrito, digitalizado e colado num cartão) aos sapatos que serão pendurados para formar a instalação a ser apreciada (multimodalidades textual) por todos da escola.
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Ainda estamos na etapa de divulgação das ideias boca a boca e no mural da Sala de Leitura, esperamos seguir em frente. Conto com seus comentários e orientações, Priscila, para dar os passos seguintes. Obrigado, Baltazar.

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