TEXTO DO PROFESSOR "DESCOBRIMENTO DO BRASIL"

O DESCOBRIMENTO DO BRASIL NOTICIADO NA TELEVISÃO
**************************************************************************
Nessa manhã, 22 de abril, uma carta de Pero Vaz de Caminha foi publicada nas redes sociais e causou furor entre os liberais.

Na missiva, um relato de viagem apaixonado, o narrador português afirmou categoricamente o 'achamento' desta nossa terra num disparate nunca antes mencionado na literatura.

Imediatamente as bolsas de valores do mundo todo vibraram com a possibilidade do enriquecimento rápido a despeito das comunidades que estiveram presentes ao ato de desapropriação. Em tempo, Caminha escreveu, como se tomasse posse da terra já habitada que, "ao monte alto o capitão pôs nome "Monte Pascoal"  e à terra "Terra da Vera Cruz.".

Ao meio dia houve uma manifestação na frente do parlamento inglês. Segundo consta, os francese também não se dispõem a respeitar  o 'Tratado de Tordesilhas' assinado agora há pouco entre portugueses e espanhóis segundo o qual a terra seria única e exclusivamente dividida entre os ibéricos restando aos franco-saxões o mar a ver navios.

A descrição dos brasileiros feita pelo escrivão do governo português indignou o porta-voz dos direitos humanos na ONU que rechaçou a expressão "a feição deles é serem pardos, de bons rostos e bons narizes, bem-feitos". O porta-voz ainda disse que o fato de o português escrever que os brasileiros "andam nus sem nenhuma cobertura, não estimam cobrir ou mostrar suas vergonhas"  demonstra preconceito e que a expressão lida na carta (abre aspas)  "e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto" (fecha aspas) é um eufemismo vergonhoso.

Apesar do professor e poeta Baltazar Gonçalves ter declarado no Twitter que a descrição de Caminha entraria para a História como a mais autêntica afirmação de antropofagia cultural ao afirmar que os brasileiros "traziam os beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos brancos agudos na ponta como um furador que não os molesta nem os estorva no falar nem no comer ou no beber", os rumores foram de desentendimento entre os especialistas.

Outro ponto de desentendimento foi a afirmação de Caminha de que  o "vento com chuvaceiros fez caçar as embarcações portuguesas" e por isso os brasileiros nativos foram vestidos para evitar a cobiça de seus corpos "avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem-feitos,nus". Essa passagem da carta fez ativistas modernistas replicaram que essa atitude era ainda mais preconceituosa e fizeram coro ao porta-voz dos direitos humanos afirmando, para essa reportagem, que seria melhor para um futuro de mais equidade entre os povos que os brasileiros nativos tivessem despido os portugueses.

Até o fechamento dessa edição, o conflito não tinha sido abrandado e rebeliões eclodiam por toda parte.

Segundo apuração de fontes europeias, o Vaticano já teria aprovado uma missão conciliadora enviando padres da Companhia Comercial de Jesus para apaziguar o que já está sendo chamado de "operação lava-tupy".

Depois da repercussão da carta, Caminha publicou uma nota no facebook justificando (abre aspas) "meu estilo barroco será um marco na Literatura nacional de um país inconcluso" (fecha aspas).

Os jesuítas foram procurados mas estavam em reunião para decidir quanto das riquezas da terra ficaria com o Vaticano.

Os nativos foram ouvidos mas ainda não temos tradução.

Em Lisboa, as praças estão apinhadas em comemoração, dizem por lá que o 22 de abril nunca será esquecido.

Há qualquer momento nossos repórteres cronistas darão mais notícias. Fiquem ligados, estamos de plantão.
*
*
Baltazar Gonçalves

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DIÁLOGO PERTINENTE, NO CURSO 'CAMINHOS DA ESCRITA'

foi é ou será o dia da mulher?