Jornal HORA H edição de 10 de agosto CONCLUÍDA
JORNAL HORA H
- Franca S/P 10 de agosto de 2018
A PARALIZAÇÃO DOS CAMINHONEIROS E A CRISE
DO ABASTECIMENTO
MUDA O RUMO DA HISTÓRIA

A opinião
dos comerciantes de Franca: a crise deve ser resolvida para o bem geral.
Artistas expressam o descontentamento
da população usando a charge.


Reprodução - Lézio Junior apontou
no Diário da Região a carga da greve para o brasileiro
Fonte: Gente - iG @ https://gente.ig.com.br/cultura/2018-05-29/charges-humor-greve-caminhoneiros.html
JORNAL HORA H
- Franca S/P 10 de agosto de 2018
EDITORIAL - por Baltazar
Gonçalves
Passados
dois meses da paralização dos caminhoneiros e o consequente
desabastecimento,
nossos jovens repórteres voltam às ruas da comunidade para traçar um painel
pouco otimista. As pessoas esperam mudanças, mas não acreditam que o Brasil
possa entrar mudar. Em meio ao
descrédito, os políticos ainda são vistos como oportunistas e sem caráter.
Nessa
edição você confere entrevistas, fotos e depoimentos que formam a base do
trabalho de campo de nossos jovens jornalistas. Também o olhar crítico que
relaciona a copa do mundo com a indústria do entretenimento e alienação em
tempos de eleição presidencial.
Nosso processo de trabalho no JORNAL HORA H
teve dois momentos: antes e depois da paralização dos motoristas. Com a copa do
mundo e a aproximação das eleições, concluímos nosso trabalho com esta edição.
Investigamos a repercussão da greve dos caminhoneiros (2018) e a paralisação do
abastecimento na consciência política da comunidade frente a aproximação das
eleições presidenciais. Nossos repórteres irão para a redação com as
informações coletadas nas entrevistas e farão a conclusão de seus textos
buscando evidenciar a importância do momento histórico que vivemos a partir da
força demonstrada no movimento dos caminhoneiros.
Boa
leitura!
A VOZ DO POETA FAZ CORO COM A MULTIDÃO
Não me convidaram / Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver / Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer
Brasil, mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil, qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio? Confia em mim
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver / Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer
Brasil, mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil, qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio? Confia em mim
*
(Brasil - Cazuza)
JORNAL HORA H
- Franca S/P 10 de agosto de 2018
A
PARALIZAÇÃO DOS CAMINHONEIROS E A
CRISE DO ABASTECIMENTO MUDA O RUMO DA HISTÓRIA.
Num giro pelo bairro, os jovens
repórteres entrevistaram comerciantes. O 1° entrevistado foi Maria de Lourdes,
dona da papelaria Krepom situada no quarteirão da escola Angelo Sacarbucci. Ela
desabafou dizendo que o retrato da paralização impede a entrega de seus
produtos e a afetou pela falta de combustível no mercado. Maria de Lourdes diz
que é a favor da paralisação mas não sabe como reagir a crise.
Ao contrário da comerciante Maria de Lourdes, Dona Vitória acha que é preciso
cassar o mandato do Presidente Temer, pois acredita que ele está derrubando o
país. Já Valdete, dona da farmácia Global que está localizada no mesmo
quarteirão reclamou da falta de medicamentos no ambiente que trabalha. Diz
ainda que a paralização também afeta o comércio e a economia do Brasil.
JORNAL HORA H
- Franca S/P 10 de agosto de 2018

Reprodução - Jota A. descreve o que muita gente
está pensando: o fim do mundo (ou do Brasil) está próximo?
Fonte: Gente - iG @ https://gente.ig.com.br/cultura/2018-05-29/charges-humor-greve-caminhoneiros.html
Mas Mara, funcionária da loja de presentes situada na avenida Eliza
Verzola Gosuem reclamou dos preços do setor da saúde, disse que teve de
cancelar seu plano por ter ficado caro demais para seu padrão de vida. Afirmou
ainda da necessidade de economizar já que não pode fazer o que fazia antes.
Informou que há estabelecimentos de comércio sem sacolinha e outros produtos,
entre eles o gás de cozinha. Já Milene, a vice-diretora da escola Ângelo
Scarabucci, disse que a paralisação e a consequente crise afetou o trabalho e a
locomoção sua e de seu marido que é extrator de minérios e depende dos meios de
transporte para fazer esse produto chegar até seus consumidores
*
TEXTO COLETIVO DA
REDAÇÃO: por Davi Albano, Iago
Pereira e Luís Gustavo
JORNAL HORA H
- Franca S/P 10 de agosto de 2018
ELEIÇÕES 2018 E
OS IDEAIS POLÍTICOS EM TEMPOS DE CRISE
Por Davi Albano, jovem repórter

A reforma trabalhista de
2017: mudança na consolidação das leis de trabalho.
A crise do abastecimento mudou o rumo
da história recente do Brasil. Apesar de não amenizar muito, a situação dos
caminhoneiros e a paralização ajudou a abrir um pouco mais os olhos da
população sobre a questão política. A maioria da população agora percebe que, com
vontade, pode parar o Brasil para que mudanças venham a acontecer.
A paralização definitivamente
desmascarou os políticos mostrando quem está no pode. O governo cortou alguns
direitos da população, mas, novamente, a mesma pode parar o Brasil para
reivindicar seus direitos. Um exemplo disso foi a reforma trabalhista, que o governo
federal editou numa medida provisória para fazer ajustes na nova legislação.
JORNAL HORA H
- Franca S/P 10 de agosto de 2018

Reprodução - Jean Galvão descreveu
para a Folha o que muitos brasileiros tem sentido
Fonte: Gente - iG @ https://gente.ig.com.br/cultura/2018-05-29/charges-humor-greve-caminhoneiros.html
Contudo, a grande preocupação dos
cidadãos eleitores com a proximidade das eleições é que o Brasil tenha um
presidente que não ouse tocar nos benefícios e conquistas que a sociedade pelos
quais a sociedade civil tem lutados todos esses anos depois da ditadura
militar.
*
Por Davi Albano
JORNAL HORA H
- Franca S/P 10 de agosto de 2018
PARAR OU NÃO
PARAR, EIS A QUESTÃO!
Por Luís Gustavo, jovem repórter

Ser do contra ou ajudar
outros a exigir seus direitos? Minérios, gasolina, arroz e feijão... Que país
nós queremos para o futuro.
Com a paralização, as mineradoras e
exportadoras levam um prejuízo de 2,5 milhões desde 1º de agosto deste ano.
Nesse cenário, o Brasil está fora do comércio de mineração internacional e da
exportação do minério encontrado em solo brasileiro.
Com a queda, algumas lojas terão
prejuízo com utensílios domésticos e acessórios como panela de preção, colares
de metal e pedras preciosas incrustadas dentre outros artigos muito utilizados
pela população brasileira, desde a elite até os menos favorecidos
economicamente passando pela classe média.
JORNAL HORA H
- Franca S/P 10 de agosto de 2018
Com a repentina escassez de materiais
dificultando o trabalho das metalurgias e siderúrgicas, as mineradoras levam
também grande prejuízo com a falta de combustível para suas máquinas de
perfuração que movem tanto o capital nacional

quanto o capital internacional. Mas
não é só as grandes empresas que sofreram e de alguma forma ainda sofrem com a
crise do abastecimento.
Mesmo depois da crise ainda vemos
sequelas no comercio Lucimei afirma que
comércios de venda gastronômicas pararem o Brasil e acordar para a
realidade; mas, mesmo depois da falta de recursos a comerciante acredita que o povo brasileiro
não aprendeu a lição .
*
Por Luís Gustavo
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- Franca S/P 10 de agosto de 2018
CAOS NA SAÚDE
PÚBLICA
Por Iago Pereira, jovem repórter

Paralisação dos
caminhoneiros faz com que remédios sumam das farmácias brasileiras.
Segundo o ministério da saúde, por
causa da paralisação dos caminhoneiros cerca de 30% dos remédios estavam com
seus estoques zerados. Além de remédios custeados pela secretaria da saúde, as
farmácias de alto custo contam com outros 89 remédios que são repassados pelo
governo federal. A secretaria da saúde informou que todos os hospitais estavam
também com falta de oxigênio hospitalar e remédios.
É o caos na saúde pública. Essa situação continua sem solução, pois
o governo está se preocupando em dividir os gastos entre educação, segurança e
saúde. Acrescentando a isso, há políticos que desviam dinheiro público da saúde
para si mesmo alargando a crise instalada no setor. Os medicamentos voltaram
para as farmácias, e assim resolvendo um pouco dos problemas do Governo Federal
causados pela paralização.
JORNAL HORA H
- Franca S/P 10 de agosto de 2018
Em pesquisa de campo na comunidade,
entrevistei Dona Valdete, proprietária de uma farmácia. Segundo ela, dois meses
depois da greve e após o termino da
paralização, ela afirmou que a Copa
do Mundo foi uma distração, e que o Brasil ficou o mesmo, diz também que não
tem opinião para as eleições em Outubro, pois não acredita que algum politico
pode consertar o Brasil.
Dona Valdete disse que como
comerciante ficou a lição que os caminhoneiros são importante para o
abastecimento, mas como pessoa não mudou nada. E essa foi a minha entrevista
com a Dona Valdete.
*
Por Iago Pereira
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