Jornal HORA H edição de 10 de agosto CONCLUÍDA


JORNAL HORA H - Franca S/P 10 de agosto de 2018

A PARALIZAÇÃO DOS CAMINHONEIROS E A CRISE DO ABASTECIMENTO MUDA O RUMO DA HISTÓRIA
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A opinião dos comerciantes de Franca: a crise deve ser resolvida para o bem geral.


Artistas expressam o descontentamento da população usando a charge.
Reprodução - Lézio Junior apontou no Diário da Região a carga da greve para o brasileiro







JORNAL HORA H - Franca S/P 10 de agosto de 2018

                  EDITORIAL - por Baltazar Gonçalves

Passados dois meses da paralização dos caminhoneiros e o consequente
desabastecimento, nossos jovens repórteres voltam às ruas da comunidade para traçar um painel pouco otimista. As pessoas esperam mudanças, mas não acreditam que o Brasil possa entrar mudar.  Em meio ao descrédito, os políticos ainda são vistos como oportunistas e sem caráter.
Nessa edição você confere entrevistas, fotos e depoimentos que formam a base do trabalho de campo de nossos jovens jornalistas. Também o olhar crítico que relaciona a copa do mundo com a indústria do entretenimento e alienação em tempos de eleição presidencial.
Nosso processo de trabalho no JORNAL HORA H teve dois momentos: antes e depois da paralização dos motoristas. Com a copa do mundo e a aproximação das eleições, concluímos nosso trabalho com esta edição. Investigamos a repercussão da greve dos caminhoneiros (2018) e a paralisação do abastecimento na consciência política da comunidade frente a aproximação das eleições presidenciais. Nossos repórteres irão para a redação com as informações coletadas nas entrevistas e farão a conclusão de seus textos buscando evidenciar a importância do momento histórico que vivemos a partir da força demonstrada no movimento dos caminhoneiros.
Boa leitura!

 

 A VOZ DO POETA FAZ CORO COM A MULTIDÃO
Não me convidaram / Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver / Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer
Brasil, mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil, qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio? Confia em mim

*

(Brasil - Cazuza)

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29511405_353056728544911_5766897299898069274_n.jpgA PARALIZAÇÃO DOS CAMINHONEIROS E         A CRISE DO ABASTECIMENTO MUDA O RUMO DA HISTÓRIA.

 

 

Num giro pelo bairro, os jovens repórteres entrevistaram comerciantes. O 1° entrevistado foi Maria de Lourdes, dona da papelaria Krepom situada no quarteirão da escola Angelo Sacarbucci. Ela desabafou dizendo que o retrato da paralização impede a entrega de seus produtos e a afetou pela falta de combustível no mercado. Maria de Lourdes diz que é a favor da paralisação mas não sabe como reagir a crise.

  Ao contrário da comerciante Maria de Lourdes, Dona Vitória acha que é preciso cassar o mandato do Presidente Temer, pois acredita que ele está derrubando o país. Já Valdete, dona da farmácia Global que está localizada no mesmo quarteirão reclamou da falta de medicamentos no ambiente que trabalha. Diz ainda que a paralização também afeta o comércio e a economia do Brasil.




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Reprodução - Jota A. descreve o que muita gente está pensando: o fim do mundo (ou do Brasil) está próximo?




  Mas Mara, funcionária da loja de presentes situada na avenida Eliza Verzola Gosuem reclamou dos preços do setor da saúde, disse que teve de cancelar seu plano por ter ficado caro demais para seu padrão de vida. Afirmou ainda da necessidade de economizar já que não pode fazer o que fazia antes. Informou que há estabelecimentos de comércio sem sacolinha e outros produtos, entre eles o gás de cozinha. Já Milene, a vice-diretora da escola Ângelo Scarabucci, disse que a paralisação e a consequente crise afetou o trabalho e a locomoção sua e de seu marido que é extrator de minérios e depende dos meios de transporte para fazer esse produto chegar até seus consumidores

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TEXTO COLETIVO DA REDAÇÃO: por Davi Albano, Iago Pereira e Luís Gustavo




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ELEIÇÕES 2018 E OS IDEAIS POLÍTICOS EM TEMPOS DE CRISE
Por Davi Albano, jovem repórter

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A reforma trabalhista de 2017: mudança na consolidação das leis de trabalho.

A crise do abastecimento mudou o rumo da história recente do Brasil. Apesar de não amenizar muito, a situação dos caminhoneiros e a paralização ajudou a abrir um pouco mais os olhos da população sobre a questão política. A maioria da população agora percebe que, com vontade, pode parar o Brasil para que mudanças venham a acontecer.
A paralização definitivamente desmascarou os políticos mostrando quem está no pode. O governo cortou alguns direitos da população, mas, novamente, a mesma pode parar o Brasil para reivindicar seus direitos. Um exemplo disso foi a reforma trabalhista, que o governo federal editou numa medida provisória para fazer ajustes na nova legislação.
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Reprodução - Jean Galvão descreveu para a Folha o que muitos brasileiros tem sentido


Contudo, a grande preocupação dos cidadãos eleitores com a proximidade das eleições é que o Brasil tenha um presidente que não ouse tocar nos benefícios e conquistas que a sociedade pelos quais a sociedade civil tem lutados todos esses anos depois da ditadura militar.

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Por Davi Albano






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PARAR OU NÃO PARAR, EIS A QUESTÃO!
Por Luís Gustavo, jovem repórter

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Ser do contra ou ajudar outros a exigir seus direitos? Minérios, gasolina, arroz e feijão... Que país nós queremos para o futuro.

Com a paralização, as mineradoras e exportadoras levam um prejuízo de 2,5 milhões desde 1º de agosto deste ano. Nesse cenário, o Brasil está fora do comércio de mineração internacional e da exportação do minério encontrado em solo brasileiro. 
Com a queda, algumas lojas terão prejuízo com utensílios domésticos e acessórios como panela de preção, colares de metal e pedras preciosas incrustadas dentre outros artigos muito utilizados pela população brasileira, desde a elite até os menos favorecidos economicamente passando pela classe média.

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Com a repentina escassez de materiais dificultando o trabalho das metalurgias e siderúrgicas, as mineradoras levam também grande prejuízo com a falta de combustível para suas máquinas de perfuração que movem tanto o capital nacional


quanto o capital internacional. Mas não é só as grandes empresas que sofreram e de alguma forma ainda sofrem com a crise do abastecimento.
Mesmo depois da crise ainda vemos sequelas no comercio Lucimei  afirma que comércios de venda gastronômicas pararem o Brasil e acordar para a realidade;  mas, mesmo depois da  falta de recursos  a comerciante acredita que o povo brasileiro não aprendeu a lição .
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Por Luís Gustavo
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CAOS NA SAÚDE PÚBLICA
Por Iago Pereira, jovem repórter

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Paralisação dos caminhoneiros faz com que remédios sumam das farmácias brasileiras.

Segundo o ministério da saúde, por causa da paralisação dos caminhoneiros cerca de 30% dos remédios estavam com seus estoques zerados. Além de remédios custeados pela secretaria da saúde, as farmácias de alto custo contam com outros 89 remédios que são repassados pelo governo federal. A secretaria da saúde informou que todos os hospitais estavam também com falta de oxigênio hospitalar e remédios.
É o caos na saúde pública. Essa situação continua sem solução, pois o governo está se preocupando em dividir os gastos entre educação, segurança e saúde. Acrescentando a isso, há políticos que desviam dinheiro público da saúde para si mesmo alargando a crise instalada no setor. Os medicamentos voltaram para as farmácias, e assim resolvendo um pouco dos problemas do Governo Federal causados pela paralização.
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Em pesquisa de campo na comunidade, entrevistei Dona Valdete, proprietária de uma farmácia. Segundo ela, dois meses depois da greve e após o termino da
paralização, ela afirmou que a Copa do Mundo foi uma distração, e que o Brasil ficou o mesmo, diz também que não tem opinião para as eleições em Outubro, pois não acredita que algum politico pode consertar o Brasil.
Dona Valdete disse que como comerciante ficou a lição que os caminhoneiros são importante para o abastecimento, mas como pessoa não mudou nada. E essa foi a minha entrevista com a Dona Valdete.

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Por Iago Pereira

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